segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Um pouco de alguma coisa sobre coisa nenhuma.
Cansei desse intelectualismo medíocre e vazio. Que me servem títulos. De que servem toda essas artes, escritos e descritos, pintados e ouvidos? Mudou alguma coisa? Não. Estamos ainda caminhando alegremente e pululando para abismo de nós mesmos.
E não. Eu não sou uma pessoa amarga. Só é difícil fingir que não se vê. Seria melhor ser um idiota cego e desinformado, faminto e desnutrido que não tem tempo pra pensar nessas bobagens.
Escritores, descritores, escrivãos, escreventes, excrementos. Ponto.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Quelle chose
domingo, 30 de agosto de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Quoi?
But it shall be my way, or the highway.
Palavrosidades
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Sobre o ofício do escritor (parodiando [?] Schopenhauer)
Como disse, breve. Nada de ensaios pomposos, rebuscados, querendo convencer. Não.
O ofício do escritor é dizer o idiotamente evidente que alguns se recusam a ver e outros acreditam, levianamente, saber. No fim, estão todos no mesmo buraco. Dessa forma, denunciando, ou melhor, expondo, certas peculiaridades dessa coisa "humana", assume o escritor uma posição deveras curiosa, se não supérflua. Vive-se bem sem ele. E, no fim das contas, aquele que de fato toma para si algum propósito que não o de angariar fundos em proveito próprio (estes sim seriam dignos de aplausos e méritos), nada mais é que um coitado que passa por aqui sem ser notado, debate-se um pouco, fala-se um tanto dele depois que se foi, and then is heard no more. Lembrei-me agora do monólogo de Shakespeare em que o dito bardo fala do ator. Dá no mesmo. Procurem e concordem comigo. Colocando-se, por ora, na posição de expor mazelas e hipocrisias, torna-se o escritor, e portanto muitíssimo mais o aspirante, um hipócrita ele mesmo. Supérfluo, óbvio, patético.
Forgive them, Father, for they know not what they do.
Nem eu. Enfim.
domingo, 31 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Est-ce qu'il revient. Et il n'y a rien à dire.
Nada importa, nada faz diferença, nada interessa. Nada, Nadie, Niente.
terça-feira, 31 de março de 2009
L'écrivain raté
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Para não esquecer
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Como é?
Andei pensando comigo mesmo sobre questões sem importância alguma, como pensar, por exemplo. Já cansei de sentir vontade de mantar tudo e todos à merda, à puta que os pariu, já cansei de mandar todos à merda e à puta que os pariu porque percebi que estamos todos na merda, e de repente a merda não é tão merda assim, nem a puta tão puta, nem talvez tenhamos sido paridos ainda ou sei lá. Já me fudi muito, tanto que nem sei se me fudi mesmo, ou se fudi com alguém, mas, quer saber?, foda-se, isso não me diz mais respeito. Estou assim agora, assim. E pronto. Não tenho mais tempo para essas merdas, essas putarias todas que não levam à nada porque no fim das contas somos todos um filhos de puta cegos que acham que sabem de alguma coisa e depois morrem e não fazem a menor diferença e mesmo aqueles que ficam lembrados por algumas décadas depois de mortos por terem feito alguma coisa que alguns otários acham que tem algum valor não passaram também eles de filhos de puta cegos que teriam feito um melhor serviço se tivessem ficados calados porque pelo menos assim não teriam iludido ninguém achando que vale a pena pensar a respeito de alguma coisa. E sabe a razão de escrever isso aqui? É saber que isso aqui não vai fazer diferença nenhuma nem pra mim nem pra ninguém, e que tudo vai continuar a mesma coisa de sempre, sem mais, nem menos, embora relutemos como idiotas e pensemos que “ah, uma hora vai mudar”. Vai nada…
post-scriptum: se não gostou, foda-se.
[Este é um texto de ficção. Qualquer semelhança entre ele e a realidade de quem escreve ou lê é mera coincidência.]