Que vem antes: idéia ou palavra? É, palavra, da idéia espelho? Do sentimento espelho? É, a palavra da idéia do sentimento, ou do sentimento da idéia, construto. Do mais, não mais. Se pensa ou sente, uma vez palavra, só palavra. Nada mais tem que. O que não quer dizer que não. Mas não se confundam. E entre a palavra que vai, e a que vem, há o vácuo. Preenchido por quem lê. Lê-se o que se sente. O que se sabe. O que se sabe saber, mesmo não sabendo. Uma vez escrito, foi-se. Fugiu. O que não quer dizer que não. Enfim, se no princípio era o Verbo (e não há equívocos tradutórios aí), também o será no durante e no depois. Portanto, vácuo. A palavra, enfim, única realidade que há. Nesse sentido, toda literatura: realista.
Mas eu quero mesmo é que os ismos se fodam.
domingo, 2 de novembro de 2008
Máxima
Só existe um problema filosófico realmente sério: _________.
(Preencha como quiser).
Aos desavisados, O mito de Sísifo.
(Preencha como quiser).
Aos desavisados, O mito de Sísifo.
sábado, 1 de novembro de 2008
Ser e Tempo (plagiando)
Que é o Tudo
senão do nada ausência?
Pode, Tudo, Ser?
Se Tudo, tempo,
que é tempo?
Quanto dura
o tempo?
De que ânsias
se faz?
De que?
Sou, eu?
No momento que afirmo,
era.
Passou.
Que eu,
então?
Fui.
Tanto tempo ao Tudo
e quando, nos enfins?
Há que?
Há de?
Gole, foi.
Foi, voltou.
Bebo-te aos poucos.
Poucos.
Poucos.
Dínamo.
Ego.
Cautela.
Milícia.
Lascívia.
senão do nada ausência?
Pode, Tudo, Ser?
Se Tudo, tempo,
que é tempo?
Quanto dura
o tempo?
De que ânsias
se faz?
De que?
Sou, eu?
No momento que afirmo,
era.
Passou.
Que eu,
então?
Fui.
Tanto tempo ao Tudo
e quando, nos enfins?
Há que?
Há de?
Gole, foi.
Foi, voltou.
Bebo-te aos poucos.
Poucos.
Poucos.
Dínamo.
Ego.
Cautela.
Milícia.
Lascívia.
Sobre como odiar
Crê em alguém como se fosse verdade. Espere que te decepcione (o que muito normalmente é inevitável). Veja a amargura a que tudo se resume. Desfaça-se com desfaçatez. Junte a isso umas pitadas de miséria. Deixe assar por alguns anos e pronto: odeia-se plenamente.
O problema é a indigestão, que requer expelir a golfadas grossas tudo aquilo que se sente, sobre outros.
Passada a azia, pode-se começar novamente?
O problema é a indigestão, que requer expelir a golfadas grossas tudo aquilo que se sente, sobre outros.
Passada a azia, pode-se começar novamente?
A que se resume a esperança
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Di-a-logo Mi-nimo.
Dois insuportáveis talvez se suportassem. Dois espaçosos talvez achassem lugar um no outro.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Les Paradis Artificiels II
Hoje recorri ao paraíso. Não havia como. Precisava voltar. Artificial, mas paraíso. Mas quando cheguei lá, tudo estava morto. As árvores tinham sido cortadas. Os rios, poluídos. A vida, morta. Só havia vazio. E dor. O paraíso não me ajudou. Não é mais como antes. Não há mais prazer. Agora, é dormente. Estou ainda nele, em busca de. Mas de não está aqui hoje, nem sei se virá. De está se divertindo. Esquecendo-se. Vim ao paraíso para esquecer. Mas - ironia - o paraíso me conduziu de volta à lembrança.
Os dedos dançam bêbados pelas teclas. Falam do paraíso. Não vá lá, desavisado. Nada mais há que dor, sofrimento, angústia, depressão. Não se pode mais chamar isso de paraíso. Dê-se logo o golpe de miserircódia. Para quê a cabeça? Corte-a fora. Deixe sangrar até o fim. Deixe estrebuchar. Deixe a dor. Esqueça. Não vale a pena. A morte é a única certeza de tudo. E como tudo o resto, o hoje serviu para dizer que a morte é a única saída. Matemos, portanto, a esperança. Matemos os sonhos. Matemos os pensamentos positivos. Matemos a nós mesmos. Por favor. Eu te peço. Matemos.
Insistir para quê? Sísifo, todos. Eu, você, todos. É tudo inútil. Posso estar enganado, ou embriagado, ou drogado, ou tudo, ou nada. À minha volta, um grande vazio. O sufoco torna-se, pouco a pouco, simplesmente sufoco. A delícia invento para mim mesmo, à custa de psicotrópicos, que psico-resolvem. Será que há? Não posso responder. Não eu. Não daqui. Do paraíso artificial. Daqui tudo é turvo. Os dedos cambaleiam. Escapam. Escorregam. Preciso atentar ao que produzem. Para que nada passe. Ou para que tudo passe. Quisera eu o verdadeiro paraíso, se o há. Não sei. Sempre quis vê-lo. Sempre me foi negado. Sou homem. E como homem, devo aceitar a queda. Não devo esperar nada. Não me cabe a esperança. Só a dor. O desespero. A desesperança. O choro. O pranto. A dor. Está lá, no Código dos Códigos, no Great Code de Blake.
E eu? Aqui. Só. Lamúrias. Entre vômitos e retomadas. Entre goles e desabes. Entre químicos e lágrimas. Eu, aqui. E tu? Onde. Sugiro: em prazer. Não deve haver culpa. Também eu buscava prazer. Mas encontrei, instead, dúvida. Só isso: dúvida, dor, depressão, denegrimento, depressão. Mas te digo: corte logo esssa cabeça. Veja-a sangrar até a morte. Aí está a paz. Não minha. Estou destinado ao second coming de Yeats. E ao third, fourth, fifth... Todos os comings que me vierem. Até que não me reste mais tempo. Até que o tempo me reclame. Desgraçado. Eu.
Mal vejo o que escrevo. Como o Cubas descreveu, ao menos aqui há tempo de voltar e acertar os tropeços. Mas estes acertos não dimnuem a dor do que não é (ainda? responda-me). Não me resta mais levezes. Sou pedra. Chumbo. Peso. Insuportável. Não sirvo. Des-sirvo. Desanimo. Des. Des. Des. Des. Des. Des. Complete como quiser. De qualquer maneira há de. A nota musical me foge. A nota do meu blues. Tocada por outros dedos. Soa, incessante, por outras mãos. Mais habilidosas? Não sei. Não me cabe julgar. Nunca toquei nesta nota. Meus blues têm sido outros. Intrépidos?. Não, blueses, somente. Eu blues. Eu Blacks. Mais Blacks do que blueses. Vide os paraísos artificiais.
Por isso, peço-te: corte-me a cabeça, ou tire-me do cadafalso. 11:00 p.m. Soa Winehouse. Meu paraíso, a propósito: Wine, House, and... They try to make me go to rehab but I won't go. Como podes? Como posso? Por que isso? Mal vejo. Mal me controlo. Entre idas e vingas, imagino. Espero, e nada. Enquanto isso, discurso sobre. Não se precisa mais de objetos. Não se precisa mais de nexo. Deixemos o pensamento correr. Livre pelos campos do paraíso artificial, onde estou. Nesta dizziness. Misturo a porra tuda. Tout est déjà foutu. Foda-se tudo. Especialmente eu. Foda-me. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda.
Sorte? Se isso é sorte, não quero saber o que é azar. Por que tudo isso? Por que eu? Por que isso pra mim? Por que não eu tenho direito à outra dormência, àquela que não preciso buscar em alcalóides e psicotrópicos? Por que eu? Por que essa insatisfação? Por que essa verborragia? Por que?
A cabeça pesa-me. Pende. Nada mais vale a pena, já que minh'alma é - embora Pessoa - pequena. E até agora nada. Palavra. Entre tantas. Palavra nenhuma me vem. Tudo parte exclusivamente de mim. Morte aos infiéis, portanto, a mim. Desfido-me de mim mesmo. Corto minha própria garganta pelo prazer ( que será recompensado?) de outrem. Suporto, sozinho?, todo o peso.
Sou, enfim, L'idiote. The idiot. O idiota. Il testardo. Que sabe que, mas ainda assim insiste. Mas não há mais desculpas a se pedir. Só revoltas e dores a se expor, como nas linhas acima.
Os dedos dançam bêbados pelas teclas. Falam do paraíso. Não vá lá, desavisado. Nada mais há que dor, sofrimento, angústia, depressão. Não se pode mais chamar isso de paraíso. Dê-se logo o golpe de miserircódia. Para quê a cabeça? Corte-a fora. Deixe sangrar até o fim. Deixe estrebuchar. Deixe a dor. Esqueça. Não vale a pena. A morte é a única certeza de tudo. E como tudo o resto, o hoje serviu para dizer que a morte é a única saída. Matemos, portanto, a esperança. Matemos os sonhos. Matemos os pensamentos positivos. Matemos a nós mesmos. Por favor. Eu te peço. Matemos.
Insistir para quê? Sísifo, todos. Eu, você, todos. É tudo inútil. Posso estar enganado, ou embriagado, ou drogado, ou tudo, ou nada. À minha volta, um grande vazio. O sufoco torna-se, pouco a pouco, simplesmente sufoco. A delícia invento para mim mesmo, à custa de psicotrópicos, que psico-resolvem. Será que há? Não posso responder. Não eu. Não daqui. Do paraíso artificial. Daqui tudo é turvo. Os dedos cambaleiam. Escapam. Escorregam. Preciso atentar ao que produzem. Para que nada passe. Ou para que tudo passe. Quisera eu o verdadeiro paraíso, se o há. Não sei. Sempre quis vê-lo. Sempre me foi negado. Sou homem. E como homem, devo aceitar a queda. Não devo esperar nada. Não me cabe a esperança. Só a dor. O desespero. A desesperança. O choro. O pranto. A dor. Está lá, no Código dos Códigos, no Great Code de Blake.
E eu? Aqui. Só. Lamúrias. Entre vômitos e retomadas. Entre goles e desabes. Entre químicos e lágrimas. Eu, aqui. E tu? Onde. Sugiro: em prazer. Não deve haver culpa. Também eu buscava prazer. Mas encontrei, instead, dúvida. Só isso: dúvida, dor, depressão, denegrimento, depressão. Mas te digo: corte logo esssa cabeça. Veja-a sangrar até a morte. Aí está a paz. Não minha. Estou destinado ao second coming de Yeats. E ao third, fourth, fifth... Todos os comings que me vierem. Até que não me reste mais tempo. Até que o tempo me reclame. Desgraçado. Eu.
Mal vejo o que escrevo. Como o Cubas descreveu, ao menos aqui há tempo de voltar e acertar os tropeços. Mas estes acertos não dimnuem a dor do que não é (ainda? responda-me). Não me resta mais levezes. Sou pedra. Chumbo. Peso. Insuportável. Não sirvo. Des-sirvo. Desanimo. Des. Des. Des. Des. Des. Des. Complete como quiser. De qualquer maneira há de. A nota musical me foge. A nota do meu blues. Tocada por outros dedos. Soa, incessante, por outras mãos. Mais habilidosas? Não sei. Não me cabe julgar. Nunca toquei nesta nota. Meus blues têm sido outros. Intrépidos?. Não, blueses, somente. Eu blues. Eu Blacks. Mais Blacks do que blueses. Vide os paraísos artificiais.
Por isso, peço-te: corte-me a cabeça, ou tire-me do cadafalso. 11:00 p.m. Soa Winehouse. Meu paraíso, a propósito: Wine, House, and... They try to make me go to rehab but I won't go. Como podes? Como posso? Por que isso? Mal vejo. Mal me controlo. Entre idas e vingas, imagino. Espero, e nada. Enquanto isso, discurso sobre. Não se precisa mais de objetos. Não se precisa mais de nexo. Deixemos o pensamento correr. Livre pelos campos do paraíso artificial, onde estou. Nesta dizziness. Misturo a porra tuda. Tout est déjà foutu. Foda-se tudo. Especialmente eu. Foda-me. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda. Eu que me foda.
Sorte? Se isso é sorte, não quero saber o que é azar. Por que tudo isso? Por que eu? Por que isso pra mim? Por que não eu tenho direito à outra dormência, àquela que não preciso buscar em alcalóides e psicotrópicos? Por que eu? Por que essa insatisfação? Por que essa verborragia? Por que?
A cabeça pesa-me. Pende. Nada mais vale a pena, já que minh'alma é - embora Pessoa - pequena. E até agora nada. Palavra. Entre tantas. Palavra nenhuma me vem. Tudo parte exclusivamente de mim. Morte aos infiéis, portanto, a mim. Desfido-me de mim mesmo. Corto minha própria garganta pelo prazer ( que será recompensado?) de outrem. Suporto, sozinho?, todo o peso.
Sou, enfim, L'idiote. The idiot. O idiota. Il testardo. Que sabe que, mas ainda assim insiste. Mas não há mais desculpas a se pedir. Só revoltas e dores a se expor, como nas linhas acima.
Le paradis artificiels. (Isso não é um plágio).
Pas de Baudelaire. Eu mesmo. Fugas. Descaminhos. Cigarette. Cibiche. Clope. Pipe. Sèche. Tige. Tous la même chose. Todos: des paradis artificiels. Crio eu tudo eu mesmo? Para mim mesmo? De mim mesmo? Seriam reverberações de quereres velhos? Ecos? Serão só perguntas? Seriam meus paraísos de fato artificiais? Tudo, de agora em, serão pergutas. Percebo isso. Não adianta querer respostas. Não há. Está tudo, indefectivelmente, fodido. Não preciso de poème du hachisch nem de comer ópio. Tais escapismos não me cabem mais. Embora adepto de outros. Sim, outros. Ansiolíticos, analgésicos, dores, inquietações. Entre angústias e químicos, vive-se. Tenho lá minhas escapadas. Daí, des paradis artificiels também os meus? Pergunto-me... Intervalo de um século entre. Eu aqui, sob o calor dos trópicos infernais. Entre raivas, ódios, medos, desejos, angústias, arrebatamentos, depressões, bebedeiras, desapontamentos, agonias, obrigações, tédios, ânsias, vômitos, etc., etc., etc. Tudo isso me embrulha. Embola. Embusteia. Emburra. E fico, assim, cada vez mais velho. Velho, doente, áspero, rude, arrogante, desprezível, desprezável, despicable, solitário, isolado, deprimido, deprimente, decepcionado, decepcionante. Que queres tu?
Mínima.
- E agora?
- Não sei ainda. Vacilo.
- É. Também. Mesmo que não.
E viram que (ainda assim) era bom.
- Não sei ainda. Vacilo.
- É. Também. Mesmo que não.
E viram que (ainda assim) era bom.
Ich Will
Palavras lusco-fuscas. Não ditos. Por dizerseres. Vários. Incômodos. Ex-pectativas? Não ex. És-pectativa. E contam-se os minutos. Segundos. Centésimos. Milésimos. Chegará o depois? O que virá depois do depois? Que pensar depois do depois? Que ser depois do depois? Tudo, uma interrogação. Possibilidades tudo. Vontades tudo. Ich will.
Mas e o outro lado? O que será o outro lado? O que será do outro lado? O que pensa? O que quer? Wollen Sie? Nada se constrói sobre paredes prontas. Sobre alicerces velhos. Quebra-se tudo. Põe-se tudo abaixo. Olha-se para o caos da destruição. Limpa-se o terreno. Começa-se tudo novamente. Assim. Indeterminado.
Mas e o outro lado? O que será o outro lado? O que será do outro lado? O que pensa? O que quer? Wollen Sie? Nada se constrói sobre paredes prontas. Sobre alicerces velhos. Quebra-se tudo. Põe-se tudo abaixo. Olha-se para o caos da destruição. Limpa-se o terreno. Começa-se tudo novamente. Assim. Indeterminado.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Conoscerti o Conoscermi?
Juntos, alimentamo-nos. Mas de quê? Não de pasto, mas de nós mesmos. E os olhos, janelas fechadas, encobertas, enegrecidas. Escondiam algo, palavras ditas com, mas sem dizer palavra. Enquanto isso, palavras fúteis dançavam à nossa frente. Sorrateiras, matreiras, desconfiadas, amigáveis. Mas ainda assim, algo. Música de fundo. Dizendo o que não ouso. E ela me fica na mente, soando, ressoando. E os olhos. Por que se escondem de mim, quando perto? Por que me olham, quando longe? Olhar para mim é olhar para um abismo. Igualmente enegrecido. Insondável. Arrogante. Como todo abismo. Que engole quem dele se aproxima. Não há fenda nesse abismo. Só o precipício. Mas como seria essa queda livre? Seria sensação de liberdade? De vôo, em vez de queda? De insegurança, por cair? De leveza, por não ter chão? De medo, por não saber o fim, se é que há? De alegria, por experimentar a falta de amarras? Como seria? Como seria? Só há uma maneira de saber: atira-se no abismo, suicida, ou observa-se da beirada, olhando para coisa alguma.
Sobre como compreender a mim mesmo, ou ao menos tentar, ou pensar que se tenta, e achar que se compreende, o que dá no mesmo. Ou não.
O título já diz. Trata-se, aqui, de uma viagem, não autour de ma chambre, como Maistre, nem pelas minhas terras, como Garret, ou sentimental, como Sterne, mais autour de moi même. [A ordem dos fatores ali não interferirá]. Quisera um espelho. Embora saiba que não adianta. Quisera, igualmente, as palavras que me faltam. Mas não há como saber quais se não sei quais. E tudo é, enfim, isso: .................! . Ou isso:.................. ?. Seria essa a dimensão trágica de mim mesmo? Seria outro Loman, ou, melhor, outro Willy? Há algo de podre no reino das minhas idéias. Mesmo que não haja mais nada entre o céu e a terra. Mesmo que não se tenha mais filosofia. [Como estou verborrágico hoje à noite! (Mas desconsiderem o parêntese inútil em que falo comigo mesmo. Mera divagação sem interesse e que não serve em nada ao propósito)]. Volto ao meu sorumbatismo. Essa viagem autour de moi même é mero wandering, como se diz na língua de Shandy. Ou seria wondering? Escolha você, que te rouba seus minutos e desperdiça-os na leitura disto, que não diz nada. Não me importo. Isso aqui sequer se parece comigo. Até mesmo porque, estando eu nesta viagem autour de moi même, não sei de onde parto, se é que parto, nem onde estou, se é que estou. Sou um Willy, ou nem tanto. Ou mais. Embora não um Biff. Talvez um Happy. Um Happy Loman, sim. Mas não tão low, não tão man. Alguns (conhecidos, atente) diriam: ora, deixe disso. És muito mais. Sou? Não percebes estes rodeios, estas indecisões, estes achismos baratos, estas incertezas, estas circunlocuções vazias? Esta v-e-r-b-o-r-r-é-i-a? Vejam as referências várias, que dou: um título à la Fielding, uma sintaxe que se quer shandiana - na forma e no tema - e que se admite tal, e trata de forma jocosa [não percebestes?] a miudez do homem cego? Dúvida hamletiana [grande novidade!], com requintes todos meus [se é que há, embora eu acredite que sim]. E nessa viagem autour de moi même caminho em direção a -----> ?. Quisera encontrar algo para colocar ali. Talvez tenha achado. Creio que sim [Embora insista sempre na certeza, desde hoje me coloco em dúvida, e sabes o que isso quer dizer, tu que lês]. Enfim. Acabo aqui. Saído de nada e chegando a essa conclusão: ".................".
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